segunda-feira, 1 de novembro de 2021

tesouros

já oiço o bater do meu coração,
onde antes, tão silencioso,
- que por ele não dei -, 
nos anos em que me fez viver.
já oiço búzios plantados 
nos ouvidos
de mares onde dantes navegava
e ventos cruzados 
que me trazem os sons 
de gritos passados
que nunca quis ouvir.
já respiro o ar de todas 
as madrugadas,
e o silêncio de todos os arco-íris,
- no desejo plantado de te poder 
abraçar -,
como da primeira vez,
em que o sol era um despertar
e a bruma se dissipava no teu olhar.
- já consigo ouvir-te, tocar-te, ver-te e
sonhar-te!

2 comentários:

  1. Como da primeira vez. Um olhar. Um sorriso. Toda a sedução entrelaçada nas mãos e nos sonhos. Muito belo, meu Amigo Luís.
    Uma boa semana.
    Cuida-te.
    Um beijo.

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  2. Há quanto tempo, Luís, mas os amigos acabam sempre por se encontrarem.

    De facto, é um tesouro o seu poema. Escreve muito com o coração e o romantismo impera aqui.
    Depois do silêncio e do afastamento forçado ou não, chegou o reencontro e aí pode tocar e sentir as sensações mais belas, como da primeira vez.

    Beijos e bom fim de semana.

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