frente ao mar
expandes no horizonte
o teu longo olhar.
e vislumbras um paraíso
dentro de ti
em perigo de naufragar.
que oceanos atravessaste
e quantas tempestades
foram em teu peito desabar?
2026/07/16 - 20.00h
"Cada segredo da alma de um escritor, cada experiência de sua vida, cada qualidade de sua mente está escrito em suas obras." - Virgínia Woolf.
frente ao mar
expandes no horizonte
o teu longo olhar.
e vislumbras um paraíso
dentro de ti
em perigo de naufragar.
que oceanos atravessaste
e quantas tempestades
foram em teu peito desabar?
2026/07/16 - 20.00h
Não procures aqui onde não
estou.
Há muito que não sou
corpo
do teu sonho desmedido
amor
que julgas perdido.
Não me procures
também
em sítios escuros
ou retidos
pois a luz é minha
e agora
sou feita dessa luz
que me ilumina.
Se me quiseres encontrar
olha as aves a voar
e entre elas
uma serei eu se tu
achares.
Ouve o canto das águas
e dos ventos
que embalam o meu ser
o meu estar.
Escuta este rio
este mar
ou a terra que querem abraçar.
Vê como as árvores
silenciosas
amam o céu
e respiram ternura
como o princípio da aurora
ou a flor que brota
no meio do nada.
Se mesmo assim não me
encontrares
procura dentro de ti que me hás-de
achar
pois o meu amor é vida que te quis
deixar.
2026/97/08-19.30h
O sonho que se desgarra
cavalo solto
livre e sem amarra
Desviado do rumo almejado
pelo vento
de mim levado
Só ficou o desejo deste fado
de um dia
poder ser (re)encontrado.
2026/06/16-13.45h
Tacteio as velhas chagas
no corpo
quase cicatrizadas
Mas novas feridas
se abrem
na voragem do tempo
Demoro a perceber esta febre
onde a alma
tanto esquece.
2026/06/16 -12.40h
de olhar perdido ao longe
na demora
numa ausência de quem
nada olha
nada transparece
daquilo que sente.
prisioneira
dentro de si própria
tão bela e insegura
da sua serena ternura.
cativa
duma antiga tristeza
(traduzida em beleza)
que perdura
ainda
na minha memória.
eras tu
na súbita claridade da aurora.
2026/06/22 - 17.00h
Faço e desfaço
em mim
o que não queria como laço
e as voltas que não dou
para em mim
não ser cansaço.
Deito o silêncio
que no quarto acho intenso
aberto ao corpo
como grito amordaçado
e nada faço
para não acordar o passado
que surge a cada passo.
2026/06/11 -23.30h
é o tempo na memória
da estória
é a fome adormecida
na saída
é o longe bater do mar
sem luar - sem lá estar.
é o sonho a expandir
por abrir
é a sede primaveril
a fingir
é o verão muito quente
pela frente
é o grito da criança
pouco mansa
é a solidão nesta rua
que já foi tua
é a cerveja que se bebe
como sebe
é a tarde da palavra a cair
num não ir.
é a casa no regresso e na espera
como fera
é o corpo na noite e madrugada
quase nada.
é só isso... iludir a solidão na minha mão.
2026/06/12-14.50h
"o que perco de mim em cada hora?
se de ti nada possuo, com nada fico
quando o excesso que tens já me devora
minha doce-amarga, noite, aurora
continuo junto de ti e vou embora."
Maria Teresa Horta, in As Luzes de Leonor
os mundos que a alma atravessa
sem pressa
extendem-se para além de mim
sem fim
no rasto de quem tanto amara.
"...e se mais mundo houvera, lá chegara"
2026/03/31
e aquilo que escondias de sofrido
caminho que a mim perdeu sentido
- meu doce amor minha máscara de dor -
e se alongou em horizonte inatingido
vejo agora tarde de mais o voo ferido
na queda ao chão do nosso dissabor.
2026/06/01
A ti te digo
meu corpo quase estio
na tade tardia
da nossa melancolia.
E por todo o tempo
a nudez da flor
aroma solto
na asa do sonho
daquele doce amor.
O rio que foi
na intransponível dor
das águas serenas
como quem não sabe valor
do passado, honor
sem corrente e ausente
o descontentamento
desse nosso tormento
desse nosso tempo.
A ti falarei
quando a hora chegar
e os nossos dois seres
quais gotas iguais
se fundirem por fim
neste eterno sabor
e então te direi:
- eu sou o rio, eu sou a flor!
2026/06/02
Lmc
A Ti
Minha Alma fundida, que quinze meses depois
Eu não Te esqueci!
Soneto à Luz
Onde perdeste meu amor a luz viva
Do teu cristalino olhar que era então
O meu sonho, a minha doce paixão
Que das manhãs claras eras cativa?
E nessa beleza que em ti se prendia
A vida teve-te amarrada ao destino
E aos poucos foi deslaçada em fio fino
Até se romper rompendo no dia-a-dia.
Hoje olho para trás em cada fotografia
E não comprendo como nessa altura
A minha percepção não era o que via.
Pobre ilusão constante que ainda perdura
Qual noite escura e de ti tanto se perdia
Essa tua Alma em que a mim se afigura.
Lmc
2026/05/29 -18.00h
De lírios brancos são meus ais
Ao regaço ancorados como um cais
Já não partem, já não crescem.
Só ao teu colo teem a vida que merecem.
Lmc
PÁGINA EM REESTRUTURAÇÃO
Peço desculpa a quem, por simpatia
e amizade, aqui me lia por, para já,
não terem acesso às publicações
postadas - foram revertidas para
rascunho para avaliação -, e por esta
minha longa ausência, em que o sentido
da vida precisa de ser repensado.
Até um dia. Fiquem bem. Bem-hajam!