é o tempo na memória
da estória
é a fome adormecida
na saída
é o longe bater do mar
sem luar - sem lá estar.
é o sonho a expandir
por abrir
é a sede primaveril
a fingir
é o verão muito quente
pela frente
é o grito da criança
pouco mansa
é a solidão nesta rua
que já foi tua
é a cerveja que se bebe
como sebe
é a tarde da palavra a cair
num não ir.
é a casa no regresso e na espera
como fera
é o corpo na noite e madrugada
quase nada.
é só isso... solidão na minha mão.
(e por aqui fica esta narrativa
pouco ou nada afirmativa.)
2026/06/12-14.50h