Aqui: o poema inspirador
porque me fazes natureza
e chamas por mim
nesse transversal olhar?
vislumbro longe a beleza
duma paisagem rural.
de mim nada precisas
a não ser colher os frutos
e, nas palavras semeadas
doutros serão elas criadas.
de ti posso dizer
que sem mim podes viver.
leio-te
caminho esquecido
nesta urbe passadiça
onde o tempo fechado
cobre horizontes.
na raiz
a poesia natural
eclode
nos aromas silvestres
nos ruídos canónicos
nas cores matizadas
e todos os sentidos
despertam
entre serras e vales.
canso a razão
só de pensar, que há outro lugar
com existência
longe do mar...
e das gentes temperadas
pelos elementos
toda a pele é matriz
toda a vontade se faz.
lm_15.mai.2018
*= Poesia Ar e Mar =*
--- - da colina vejo o mar... do teu olhar ! ---- - * * * a palavra a(r)mada * * *
quinta-feira, 21 de junho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
um amor assim...
Um poema brilhante, de José Carlos Sant Anna - " Um bom bocado" -,
publicado no seu blogue,
Aqui:
e inspirado no filme ,"Summer of 42",
levou-me a sonhar.
......
adolescente
quase gente e
grande
na paixão sentida
tão difícil o crescimento...
nunca compreendeu
o que os olhos dela
viam nele.
o que os olhos dela
viam nele.
eram doces...
um rosto de deusa grega
no corpo de carne e osso
derretidos os olhares
em passeios
pelas ruas a conhecer a cidade
dos subúrbios até à baixa
nos domingos de claridade.
em passeios
pelas ruas a conhecer a cidade
dos subúrbios até à baixa
nos domingos de claridade.
(a *mutamba nunca lhe pareceu tão perto.)
uma ostensiva beleza se passeava
com 'magalas' a admirá-la e
tanto o incomodava.
com 'magalas' a admirá-la e
tanto o incomodava.
vinte anos...
ciúmes, tantos ciúmes sentia
cada assobiadela eram punhais
cravados e sangrava
pelos olhos
no ódio com que os olhava.
cravados e sangrava
pelos olhos
no ódio com que os olhava.
tirando isso
ele era o cavaleiro
que conquistava a cidade.
ele era o cavaleiro
que conquistava a cidade.
quinze anos...
férias de verão
e três meses no sonho duma paixão.
nunca mais a viu
desde que ela regressou de avião.
desde que ela regressou de avião.
já adulto, o filme ' verão 42'
veio-lhe mostrar como sofreu.
veio-lhe mostrar como sofreu.
*largo na baixa de Luanda, com
maximbombos (autocarros) nas
chegadas e partidas.
lm_13.jun.2018
maximbombos (autocarros) nas
chegadas e partidas.
lm_13.jun.2018
terça-feira, 12 de junho de 2018
dia histórico
Hoje é um dia histórico.
Após 68 anos (1950) de ter tido início a Guerra da Coreia, que desde então manteve dividido um Povo e criou dois países, até agora, em guerra técnica;
Guerra que durou até 1953, causando quatro milhões de mortos, e foi apoiada, nas partes, pelos EUA, a sul e pela URSS, a norte;
Foi dado um passo que, ainda à um ano atrás, parecia impensável.
O Mundo esteve então à beira de uma Guerra Nuclear.
Como aconteceu com o Muro de Berlim e a unificação da Alemanha, acredito que num futuro mais ou menos próximo poderemos assistir a algo análogo.
Mas, acima de tudo, o que mais importante aconteceu hoje foi a criação dum caminho em direção às Paz.
Vamos lá a ver como tudo vai acontecer.
De onde menos se esperava, vêm estes fortes sinais de que o Mundo poderá ser de todos nós.
(o poema do ano passado) Aqui e Aqui
Após 68 anos (1950) de ter tido início a Guerra da Coreia, que desde então manteve dividido um Povo e criou dois países, até agora, em guerra técnica;
Guerra que durou até 1953, causando quatro milhões de mortos, e foi apoiada, nas partes, pelos EUA, a sul e pela URSS, a norte;
Foi dado um passo que, ainda à um ano atrás, parecia impensável.
O Mundo esteve então à beira de uma Guerra Nuclear.
Como aconteceu com o Muro de Berlim e a unificação da Alemanha, acredito que num futuro mais ou menos próximo poderemos assistir a algo análogo.
Mas, acima de tudo, o que mais importante aconteceu hoje foi a criação dum caminho em direção às Paz.
Vamos lá a ver como tudo vai acontecer.
De onde menos se esperava, vêm estes fortes sinais de que o Mundo poderá ser de todos nós.
(o poema do ano passado) Aqui e Aqui
sábado, 9 de junho de 2018
o adeus
à chuva e ao sol
e ao vento
dois trapos
presos ao estendal
e ao tempo
quais bandeiras
desfraldadas
agitam ausências
para espantar ladrões.
a vizinha
viúva e antiga
que à muito
vivia sozinha
morreu.
agora, vejo os sinais
desses velhos panos
como dois lenços
a dizerem-me adeus.
lm_09.jun.2018
e ao vento
dois trapos
presos ao estendal
e ao tempo
quais bandeiras
desfraldadas
agitam ausências
para espantar ladrões.
a vizinha
viúva e antiga
que à muito
vivia sozinha
morreu.
agora, vejo os sinais
desses velhos panos
como dois lenços
a dizerem-me adeus.
lm_09.jun.2018
sexta-feira, 1 de junho de 2018
maio
![]() |
| foto luism |
Era Maio. Antigo. E a Rosa. Silvestre. Crescia. Desde a madrugada. À noite. Quase na chegada.
E o Amor. Quase tudo. Quase nada.
Sorria. Ao dia. A flor. A despontar.
Sempre. No jardim. Presente. E airosa. E bela. Colorida. De odor. E o caule na mão. Preso ao fado. Quase homem. Quase menino.
Era Maio. E raiz. Era princípio. E feliz.
Sede e nascente. Rio e ponte.
E era sal. E mar. E espuma. E poema. Baile e canção. E onda. De pé p'ra mão. E espelho. De água. E Sol. E raio. E Luz. E poente. Nos olhos. Suspensos. Ao sonho. Encanto e miragem. Bonança. E tempestade quase. E praia. E duna. E maré. Cheia. E vazia. E pelo meio. O vento. A ajudar. Voos. De embalar.
Era Maio. Ainda. A meio ou no fim.
E tu. Aí. À espera. De mim. Oficial-Aprendiz.
Era Maio... É Maio. Sempre! É o Tempo. E o seu contrário.
lm_31.mai.2018
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