“Ou escreves algo que valha a pena ler ou fazes algo acerca do qual valha a pena escrever.” | Benjamin Franklin

terça-feira, 2 de junho de 2026

viagem

"o que perco de mim em cada hora?

se de ti nada possuo, com nada fico

quando o excesso que tens já me devora

minha doce-amarga, noite, aurora

continuo junto de ti e vou embora."

Maria Teresa Horta, in As Luzes de Leonor



os mundos que a alma atravessa 

sem pressa

extendem-se para além de mim

sem fim

no rasto de quem tanto amara.

"...e se mais mundo houvera, lá chegara"

2026/03/31

e aquilo que escondias de sofrido 

caminho que a mim perdeu sentido 

- meu doce amor minha máscara de dor -

e se alongou em horizonte inatingido

vejo agora tarde de mais o voo ferido

na queda ao chão do nosso dissabor.

2026/06/01

A ti te digo

meu corpo quase estio

na tade tardia

da nossa melancolia.

E por todo o tempo 

a nudez da flor

aroma solto

na asa do sonho

daquele doce amor.

O rio que foi

na intransponível dor

das águas serenas

como quem não sabe valor

do passado, honor

sem corrente e ausente 

o descontentamento 

desse nosso tormento

desse nosso tempo.

A ti falarei 

quando a hora chegar

e os nossos dois seres

quais gotas iguais 

se fundirem por fim 

neste esterno sabor

e então te direi: 

- eu sou o rio, eu sou a flor!

2026/06/02

Lmc


sexta-feira, 29 de maio de 2026

Soneto à Luz

  A Ti

Minha Alma fundida, que quinze meses depois 

Eu não Te esqueci!



Soneto à Luz


Onde perdeste meu amor a luz viva 

Do teu cristalino olhar que era então 

O meu sonho, a minha doce paixão 

Que das manhãs claras eras cativa?


E nessa beleza que em ti se prendia

A vida teve-te amarrada ao destino 

E aos poucos foi deslaçada em fio fino

Até se romper rompendo no dia-a-dia.


Hoje olho para trás em cada fotografia 

E não comprendo como nessa altura

A minha percepção não era o que via.


Pobre ilusão constante que ainda perdura

Qual noite escura e de ti tanto se perdia

Essa tua Alma em que a mim se afigura.

Lmc

2026/05/29 -18.00h


De lírios brancos são meus ais

Ao regaço ancorados como um cais

Já não partem, já não crescem.

Só ao teu colo teem a vida que merecem.

Lmc

domingo, 18 de janeiro de 2026

Uma pausa ...

 PÁGINA EM REESTRUTURAÇÃO 


Peço desculpa a quem, por simpatia 

e amizade, aqui me lia  por, para já, 

não terem acesso às publicações 

postadas  - foram revertidas para 

rascunho para avaliação -,  e por esta 

minha longa ausência, em que o sentido 

da vida precisa de ser repensado. 


Até um dia. Fiquem bem. Bem-hajam!