terça-feira, 30 de novembro de 2021

como se fosse ar a respirar

se tu quiseres, amor
fecho os olhos loucos
aos dias sombrios
à incompreensão
ao desencanto
à inquietação.

nada me fará confusão.

nada ouvirei e
da minha voz
um só som ao respirar
um só coração a latejar.

não haverá canto
ou sereias que me desviem
desse destino
neste caminho
ao teu encontro
com carinho
mesmo que pareça ilusão.

se tu quiseres
voltarei ao tempo esquecido
como se fosse ontem
e recomeçarei meus passos
com mãos estendidas
ao teu abraço.

se tu quiseres
serás de novo meu porto
meus cais
meu mundo ancorado
minha estrela
na tarde começada
como se o princípio do mundo
fosse a luz que me guia.

se tu quiseres, amor
faço deste dia interminável
o dia do nosso esplendor.

2 comentários:

  1. Olá, Luís!

    Que poema e que forma de mar tão pura!
    Fará tudo isso pelo ser amado e nesse dia, que não terá fim, haverá nos céus um brilho diferente e para sempre.
    Parabéns pela sua escrita.

    Beijinhos e bom dezembro.

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  2. "se tu quiseres
    voltarei ao tempo esquecido
    como se fosse ontem
    e recomeçarei meus passos
    com mãos estendidas
    ao teu abraço."
    Belíssimo! Um amor sem limites, sem enganos, sem desvios...
    Continuem a cuidar-se bem.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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