de olhar perdido ao longe
na demora
numa ausência de quem
nada olha
nada transparece
daquilo que sente
prisioneira
dentro de si própria
tão bela e insegura
da sua serena ternura.
cativa
duma antiga tristeza
(traduzida em beleza)
que perdura
ainda
na minha memória.
eras tu
na súbita claridade da aurora.
2026/06/22 - 17.00h
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