sábado, 9 de junho de 2018

o adeus

à chuva e ao sol
e ao vento
dois trapos 
presos ao estendal
e ao tempo
quais bandeiras 
desfraldadas
agitam ausências
para espantar ladrões.

a vizinha
viúva e antiga
que à muito 
vivia sozinha
morreu.

agora, vejo os sinais
desses velhos panos
como dois lenços
a dizerem-me adeus.

lm_09.jun.2018

2 comentários:

  1. Um poema de quem sabe ver o que o rodeia. O poeta é um ser social por isso não se alheia do que se passa à sua volta. Gostei do poema.
    Uma boa semana, Luís meu Amigo.
    Um beijo.

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  2. uma dor miudinha e um poema maior...
    a moer por dentro numa amargura dolente.

    a poesia é para sentir, não é verdade, meu caro Luís?

    forte abraço



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