domingo, 20 de maio de 2018

poema datado



Paula Rego, “The Cadet and his Sister”, de 1988


clara madrugada
que do sonho 
fazes memórias
e dissipas nuvens
escondidas
no rosto da lua
como espelho
da alma estendida.

horizonte
ao meu encontro
sentido
puro e doce.

juro!

olho-te
por dentro de mim
num carinho
sem fim
rio
que a sede mata
serpenteado
nas margens
entre beleza e arte.

desenhadas estrelas
no curso do olhar
dois faróis
e tanto mar
que guiam o caminho
feito destino
para a ti chegar.

lm_16.mai.2018

2 comentários:

  1. A memória de uma clara madrugada. E a boca pode saber-nos a sangue por aqueles que desistiram do sonho…
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  2. e o querer muito é conseguir
    chegar ao fim do caminho
    boa semana.
    beijo
    :)

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