terça-feira, 22 de maio de 2018

dimensão

Júlio Pomar_Pintor_ 1926-2018




dimensão, 

palavra-forma,
limitação ou expansão?
corpo ocupado,
ocupação!

e se hoje falasse de ti, 

pintor?

da obra, do homem, 
do cidadão,
tantos outros falarão.
mas eu gostaria mais de falar
da matéria que forma universos
e da tua constelação
e das estrelas a darem vida, 
enquanto são.

hoje morreste.  


e se tiveres de fazer 
o desenho mais que perfeito,
nas cores inexistentes,
será lá, onde o sonho 
se torna infinito.

lm_22.mai.2016


4 comentários:

  1. uma bela e sensível homenagem ao artista plástico genial.
    fica uma grande lacuna na vida artística e cultural de nosso País

    abraço, caro amigo Luís Castanheira

    ResponderEliminar
  2. Não deixemos morrer os nossos mortos
    Abraço

    ResponderEliminar
  3. uma justa e sensível homenagem
    que descanse em Paz pois a sua obra ficou e ficará para sempre.
    beijinhos
    :(

    ResponderEliminar
  4. Infinitos foram os sonhos que sonhou… Belo, o teu poema de homenagem ao Pintor, ao Homem, ao Cidadão, que nos deixa mais pobres, neste país onde a criatividade nem sempre é acarinhada…
    Uma boa semana, Luís.
    Um beijo.

    ResponderEliminar