domingo, 11 de março de 2018

sem título

correm  p'ro mar
os cantos do olhar.

Imagem_ LM

Escuto os teus sonhos
nas sombras sem corpo
nas manhãs peneiradas
entre voos de luz.

Lá fora, os espíritos
habitavam as águas 
espelhadas dos rios 
de oiro, no ocaso do dia.

Tricoto os silêncios
no fabrico das horas
entre mãos vazias
e âncoras suspensas.

Volto aos sonhos
com olhos de pássaro
e pio os destinos
nas escarpas do ninho.

LM_11.mar.2018


3 comentários:

  1. "Lá fora, os espíritos habitavam as águas", cá dentro são as águas que inundam os espíritos; lavando-os, purgando-os de tudo o que lhes ofusca a beleza, que lhes encobre o brilho.
    Querido amigo Luís, que possa sempre voltar aos sonhos com olhos de pássaro, porque assim pode ver o mundo de cima, pode elevar-se e, simplesmente, voar nas palavras.
    Beijo e boa semana

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  2. Entre voos de luz e silêncios se faz o poema. E tão belo, Luís!
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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