domingo, 15 de outubro de 2017

morte do rio tejo



seguem os rios sinuosos 
os seus destinos
impertubáveis aos desejos
dos barcos encalhados.

destes
já só o chão é sonho e mar.

mas para os peixes a boiar
nem sonhos, nem desejos:
já a poluição lhes matou o ar.

3 comentários:

  1. infelizmente assim é
    a poluição anda desnorteada
    um poema alerta e pertinente
    beijinho
    ;)

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  2. À boca das águas acende-se a morte no turvo movimento dos peixes...
    Um poema que é um grito de alerta neste país que está envolvido em tragédia.
    Uma boa semana, meu Amigo.
    Um beijo.

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  3. Um grito de alerta; mais uma voz que se eleva. Os rios morrem, a vida perde-se, a beleza esvai-se e o mundo definha cada dia um pouco mais.
    Que as nossas vozes se façam ouvir sempre pela preservação das águas, da natureza; da vida.
    Beijo de luar

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