terça-feira, 19 de setembro de 2017

pequeno ponto azul nos confins do(s) universo(s)






misteriosas e estranhas veredas estas que
presas ao tempo colam imagens
fragmentadas
de verdades construídas nas incertezas e nas crenças com que habitamos os nossos medos.

esse tão diminuto grão de poeira onde permaneço
este meu ser, é uma ínfima parte no momento
instante que se faz num querer
tão absoluto.

viver o agora, sem muito pensar no passado
e com o próximo ou longínquo futuro
não estar angustiado
é passaporte para viver despreocupado.

mas tudo o que faço tem influência no futuro
e é nessa perspectiva, sem acreditar
noutras vidas, que não a que vejo e sinto,
que se me fosse dado olhar, dum distante sistema solar, a Terra parecer-me-ia uma frágil poeira no ar.

não há salvadores ou protectores
que nos venham ajudar.

...e só nós dela teremos de cuidar.

[nota: lamentavelmente, continuo com problemas na m/conta e impedido de comentar em blogs do Google.]

2 comentários:

  1. "e só nós dela teremos de cuidar." - Uma enorme verdade, amigo Luís, que parece nos vamos esquecendo e perdendo a noção com o correr dos tempos...
    Um dia este grãozinho de areia, este sopro de poeira, perdido no firmamento, nada mais será que memória. Ou então um buraco negro onde o inicio e o fim se tocam, misturam e fundem.

    Beijo de luar

    (continua o problema dos comentários, Luís?)

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