domingo, 13 de agosto de 2017

janela de poesia

Pôs-se à janela
parei, olhei-a e...
casei com ela.
.....

Não sei o que seria
esse olhar sem poesia
mas sei, meu amor
o que sem ti que dor
teria.

Isolo o pensamento
na dispersão do vento
e a mim chegam dias
dos poemas que dizias.

Hoje, tudo é diferente
nessa janela sem gente
de sonhos já tão curtos
e sombras dos nossos lutos.

Que importa tal leveza
se ainda vejo beleza
no dia que amanhece
e na noite que se tece?

basta-me na escuridão
a pequena chama
da vela na mão.


2 comentários:

  1. O passado e o presente; a vida que corre, se agita e muda. E nós mudamos com ela - para o bem e para o mal - mudamos. Mas há sempre um trémula luz que nos ilumina a noite.
    É bem verdade que, por vezes, "basta-me na escuridão a pequena chama da vela na mão". E a noite renasce em dia...

    Beijo de luar

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  2. A nossa passagem pela vida comporta momentos belos e outros que magoam. O teu poema fala-nos disso...
    Um beijo, meu Amigo.

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