segunda-feira, 24 de julho de 2017

prado de sombras


Neste porto de águas profundas
os embarques são lágrimas caídas
como cerejas no chão amadurecidas
sem ninguém para as saborear.

Sem regresso, partem imagens
de corpos, que fizeram sentido
e, na mais pura solidão
cumprem um destino, nos caminhos
que outros não adivinharão.

São sombras perdidas no prado
onde a luz desliza suavemente
para impedir toda a imortalidade.




3 comentários:

  1. Um poema em forma de adeus, em forma de vida vivida, que foi.... e já não é. Mas que deixou um rasto de cerejas, a lembrar, sabores doces de tempo de Verão. Que a luz deslizante impeça; não a imortalidade, mas a dor de uma partida.
    Um nostálgico mas belo poema, Luís.

    Beijo de luar

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  2. Triste, o poema. Como se as palavras nos lembrassem a fragilidade da vida...
    Um beijo, meu Amigo.

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  3. Nostálgico e belo poema.
    Bom fim de semana
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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