sábado, 10 de junho de 2017

deste nosso mundo

andre kohn

esta noite
todos os cantos são redondos
aos ouvidos e ao olhar
todos os sinais
são​ presentes
na presença do teu corpo
que adivinho
no interior deste amar.

esta noite
hás-de estar ao chegar
sem espera no tardar
e hás-de despir o preconceito
de dar
e receber
esta música
da pele a cantar.

esta noite
o nosso mundo é uma concha
e nada nos deverá perturbar.


[Nota: Um arreliante problema criado por recentes actualizaçõs do Google impedem-me de publicar comentários.

Pelo facto peço as m/desculpas.]


4 comentários:

  1. "esta noite
    o nosso mundo é uma concha
    e nada nos deverá perturbar."

    Doces e belos versos! Belíssima imagem!

    Feliz por aqui chegar, meu querido amigo, e poder novamente apreciar a delicadeza, beleza e sensibilidade da tua magistral poesia.

    Estou fazendo uma pausa lá no meu espaço. Não terei, num razoável espaço de tempo, como retribuir as visitas dos amigos, por isso optei por esta solução.
    No entanto, não poderia deixar de vir agradecer pelas visitas que me fizeste e pelos votos que foram formulados. Sensibilizaram-me todas as tuas manifestações de solidariedade. Agradeço por cada palavra que ali expressaste, e que de certa forma acomodaram-se na minha alma trazendo o conforto que me desejavas.

    Tendo oportunidade, estarei por aqui, meu amigo, pois as tuas postagens funcionam como um atrativo ao nosso olhar ávido de beleza e da mais pura poesia.

    Por agora, deixo-te meu carinho espalhado em delicadas pétalas de rosas vermelhas, a dizer da minha amizade e apreço por ti.
    Um beijo no teu coração,
    Leninha



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  2. Uma noite especial, de ternura, amor e paixão.
    Belissimo poema.
    Bom fim de semana
    Um abraço
    Maria de
    Divagar Sobre Tudo um Pouco

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  3. Há noites de profunda e fundente beleza, há dias de amor sem limites. E há poemas que são pérolas, hinos, a esse amor que enche, preenche, transborda e irradia.
    Belíssima forma de celebrar, e viver, um sentimento tão único como o amor.

    Beijo de luar

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  4. De amor é o poema quando não se pode fugir às vertentes inquietas do corpo...
    Uma boa semana, Luís.
    Um beijo.

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