terça-feira, 14 de março de 2017

dorotéia

José Roya


ensina-me a voar
doce dorotéia
nas escarpas mais íngremes 
do teu olhar. 


leva-me contigo no canto da cotovia
ou no voo do condor
e dá-me o abraço final.

teu virgem fruto 
sem pecado ou castigo
recebe-lo-ei 
como um simples mortal.

3 comentários:

  1. um voo bem "escarpado", ao que parece...

    que teu apelo tenho eco.

    forte abraço, caro Luis

    ResponderEliminar
  2. Um apelo velado, mas intenso; Possa a doce e virginal Doroteia, florir nas mãos do poeta. Para que a receba como um simples mortal.

    Singela e doce "prece" de um coração ansioso.
    Belo poema, de uma suavidade enorme.
    Beijo de luar, Amigo.

    ResponderEliminar
  3. e dizia Frida Kahlo
    Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?
    e assim se faz "apelo"
    beijinhos
    :)

    ResponderEliminar