sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

casas de 'passe'

José Malhoa_ O Fado _ (Adelaide da 'Facada' e o seu "marialva") 

águas corridas

passadas
da chuva
rios e levadas
perderam azo
de a par-e-passo
moverem as feridas 
deixadas
e as memórias
criadas
das más-línguas
e as estórias 
tão sujas
nas casas contíguas
às ruas.

6 comentários:

  1. casas de passe tão sujas, que até a Severa e o Conde de Vimioso se recusariam a cantar o Fado...

    forte abraço, amigo Luís Castanheira

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  2. E as histórias sujas são "águas corridas passadas da chuva rios e levadas".
    Um poema cheio de ritmo. O Malhoa ficou aqui bem.
    Uma boa semana.
    Um beijo, meu Amigo.

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  3. Há estrêlas que brilham no chão que pisamos

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  4. Há estrêlas que brilham no chão que pisamos

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  5. Há em cada memória, por mais suja que seja, um pedaço de vida - melhor ou pior - mais embriagado de sentimentos ou mais vazio de sonhos. Mas, por mais águas que passem, lavando (ou nem tanto) as memórias, haverá sempre um sol para aquecer o novo dia e uma lua a lembrar o silencio introspectivo do poema.
    Beijo de luar

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  6. há coisas que a água não lava... :(

    bem conseguido este "casas de passe"

    beijo

    :)

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