terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

a tia e a sobrinha



tinha um ar angelical
e uma beleza sem igual

na idade da primavera
tê-la era uma quimera

e na noite mais escura
onde se trocava ternura
havia um candeeiro na rua
fazendo as vezes da lua

as noites eram de espuma
debaixo da sumaúma
tão húmidas e tão quentes 
que confundiam as mentes

no corpo usava uma cinta
a conselho da tia de trinta
mulher bastante sabida
na experiência adquirida

e namorando a sobrinha
era a tia que lhe convinha.



5 comentários:

  1. e tudo ficava em família. rss

    bem musical o poema.

    abraço, meu caro Luís

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  2. Excelentes as rimas que permeiam o bom humor dos versos.
    Quanto ao vídeo, não conhecia intérpretes nem a música. Mas gostei demais da delicadeza das vozes e da beleza da interpretação.
    Estou de volta, amigo, depois de uma viagem de renovação de energias.
    Deixo um beijo do meu para o teu coração, adornado de estrelas e sorrisos.
    Helena

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  3. Um poema singular, quase um "conto",
    narrativa com ironia-humor. Presente
    a bela melódica no poema.
    O vídeo-música muito bom também, caro Poeta.
    Uma boa semana no alto astral!
    Beijo.

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  4. Um poema alegre e saltitante de tia para sobrinha... Adorei a cadencia e a "musicalidade" desta "noite de calor e sumaúma".

    Beijo de luar

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  5. bem ritmado e com uma certa dose de humor que ficou muito bem...
    gostei do video, gosto dessa música da Carminho e do Paulo Alboran.
    beijo
    :)

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