quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

silêncios


fotoLuísM

já não oiço a música que ouvia
em tempos de euforia.
por isso
deixo-te o encantamento de outrora
com a angústia coberta de pó
na demora.
podes limpar a tristeza
nos discos esquecidos da memória
mas só ouvirás a ausência
que toca a toda a hora.

( "nem às paredes confesso..."_a ser verdade.)



7 comentários:

  1. nesta questão (como em outras) de músicas da ausência que "toca a cada hora" sou radical - alinho com a cançoneta "Ó tempo volta para trás".

    até porque (me) diziam eu ser parecido com o Tony da Matos! e não exactamente na voz.

    quanto a confessar-me, nem a mim próprio!

    poema pleno de "euforia" óptimo!

    caloroso abraço, meu amigo

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    1. Já somos dois a ter-mos sósias cantores. E ambos somos sem vocação na voz e na afinação. O meu era o Carlos Paião...nos bons tempos e boas letras de cada canção.
      Não tão galante como o Tony, mas um romântico, também assim...
      É curioso como cançonetas antigas nos despertam ainda os tempos da mocidade e com elas vivemos alguma vaidade.
      Gosto muito da sua saudável ironia...e do humor, que se advinha.
      Com simpatia, um forte abraço, Amigo Veiga.

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  2. Não tenho - que saiba - sósias na música: aliás em lado nenhum. Que seja do meu conhecimento, mas quanto às músicas e às memórias: bem aí a "música" é outra. Há melodias e poemas que me trazem boas memórias, bons tempos (mau, mau, a velhice parece que se está a revelar rapidamente...), sentidas e saudosas ausências. Ouvir as "velhinhas" melodias e as vozes de então é uma bela forma de olharmos para a nossa estrada percorrida e apreciar as paisagens que já vivemos...

    Nostálgico mas doce este poema.
    Bom fim de semana amigo Luís.
    Beijo de luar

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    1. Dizem que recordar é viver...
      Mas como disse o nosso Amigo Manual Veiga, o tempo não volta...e ainda há muito a vêr.

      Minha Amiga
      Um bom fim-de-semana
      E um beijo em cada amanhecer!

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  3. É verdade, Amigo Luís, há segundos que são uma eternidade. Mas o "eterno" com ar de "para sempre" não existe - é uma arma poética - bonita, mas... Apenas isso. Tendo a concordar consigo; Seria uma canseira.
    Que possamos continuar a valorizar os momentos de eternidade, nesta nossa mortalidade, em cada fracção de segundo "eterno".

    Boa semana, querido Amigo. Um beijo para amenizar o escasso tempo deste tempo.

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  4. Que nostalgia anda a rondar as suas palavras, meu Amigo?
    Claro que a música ajuda sempre e deixa a alma côncava a todos os fascínios...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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    1. Os novos tempos e a tecnologia sempre em crescendo deixam-me a saudade de ouvir os meus discos de vinil.
      Hoje, a música comprimida e a fácil disponibilidade, ocupa esse espaço e tempo.
      É só por isso.
      Olho o equipamento na sala e fico algo incomudado com esse 'abandono'.
      Uma boa semana, minha Amiga
      (nós por cá, tudo bem)
      Um beijo e a m/admiração.

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