sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

muros de solidão

Almada Negreiros (1893-1970) A sesta 1939 - carvão sobre papel


não cantes as tristezas doutras horas
não deixes as prisões fecharem-te os portões 

canta, mas canta todas as tuas ilusões 
que tarde ou cedo te abrirão o peito de emoções.

muros que outros ergueram serão chão 

que pisarás como se o mundo fosse teu

e jamais sentirás o coração fechado em solidão.













4 comentários:

  1. a Poesia derrama-se, livre e fecunda. por vezes bálsamo, outras urgência vital
    apesar dos muros (inventados ou não).

    poema inspirado.
    gostei muito.

    forte abraço, meu caro Amigo

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  2. Sem muros que fechem o coração. Sem paredes que atabafem a alma.
    Um hino à liberdade de se SER - sem barreiras -, SER por inteiro.

    Belo e verdadeiro.
    Bom fim de semana, querido Amigo.

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  3. Abrir o coração ao tempo da sedução para ficar ao abrigo de todos os fantasmas...
    Um magnífico poema e a ilustração fantástica do Almada.
    Um beijo, meu Amigo e boa semana.

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