quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Lisboa


fotos LuísM



Olá, Lisboa 
mulher sonhada
e inventada
em cada hora 
em cada rua
no som que ecôa
doce pregão
de uma varina
e o ganha-pão.

E o teu cheiro
são especiarias
do oriente
e outra gente
que degustam
o teu sabor.

E a luz que fura
branca de lua
passa por dedos
de persianas
e nas janelas
entre vielas
tão floridas
e cores tão belas.

A ti, Lisboa
eu canto 
a poesia 
das tuas águas 
e da maresia
desse teu rio
um quase mar
tapando o frio
sereno lar
ao teu olhar
que te embala
e a dor cala.

É teu o fado
na voz só tua
em cada praça
em cada dia
em cada rua.

Navegadora
nos sete mares
e quase à toa
descobridora
doutros olhares.

É teu o sonho
no achamento
acolhedor
de outros povos.

E foi por ti
e a ti deu nome
que Ulisses
quase ficou
preso ao encanto
e se demorou.

Olá, Lisboa...!








2 comentários:

  1. Uma homenagem a Lisboa - esta cidade menina e mulher - que mantém o encanto de outrora e se moderniza e cresce a cada passo. Nos recantos mais escondidos os cheiros de especiarias e na beira rio (quase mar, como dizes) as gaivotas, o cheiro das marés vazias e aquele toquezinho de maresia.... Fui até à beira rio pelas palavras. Lindo!
    Beijinho de luar

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  2. Um poema para cantar ou para nos levar a passear por Lisboa, a cidade das sete colinas, com locais sempre prontos a surpreenderem-nos. Uma bonita homenagem, meu Amigo.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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