quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Aleppo

foto web


Plantei palavras em gritos de ternura
que só os olhos cerrados não ouviam
as minhas mãos em busca as erguiam
no sonho de um dia abraçarem o mundo.

Mas do céu cairam bombas de amargura
e a morte tornou a cidade em sepultura.

Já o tempo varre o fruto apreciado
e a árvore despida de sentimentos
vê um povo quase todo dizimado.


8 comentários:

  1. Um poema maravilhosamente inquietante."Palavras em gritos de ternura" Junto às suas as minhas palavras de poetas que somos...
    Realmente os homens são culpados daquilo que os deixa indiferentes. É o que está a acontecer com esta guerra cada vez mais absurda, cada vez mais terrível, mas parece que quase ninguém se importa...
    Um beijo, meu Amigo.

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    1. No dia em que um cidadão, duma pequena nação, Portugal, foi eleito para SG da ONU, a missão mais nobre, promover a Paz: António Guterres.

      O meu orgulho quando nasce a esperança.

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  2. Junto-me a si no meu orgulho e na esperança .
    Uma boa semana.
    Beijos, meu amigo.

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  3. Na verdade, o homem parece que perdeu a noção da sua própria humanidade. Os valores são, ou parecem ser, desvalores. Nada importa, nada conta, nada vale... Porquê a guerra? Ganancia; Ódio; Medo?Pudessem as bombas e granadas e tiros de espingarda serem convertidos em pão, água, medicamentos e auxilio fraterno. Pudesse a PAZ ser real e palpável...
    Belo poema, um grito de uma alma que acredita e, atrevo-me a dizer, não desiste.
    Parabéns poeta.
    P.S. obrigada pela visita ao meu cantinho, é sempre bem vindo. Mas...quando e onde é que eu fiz um comentário assim tão extenso?

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  4. 7.outubro.2016, em "Entre Névoas",

    http://profeciaeterna.blogspot.pt/?m=1

    o seu comentário:
    "Como podem as flores adormecer na ilha onde um poeta se deixa embalar pelas ondas de um mar de espanto e descoberta? Deixa que o sorriso floresça nessa "criança" dorida e magoada; povoa-lhe a cabeça de sonhos de golfinhos encantados, e gaivotas de asas brancas, e de hortensias a florir. De brumas a brincar de esconde-esconde com as lagoas e as nuvens. Deixa que o sorriso ilumine o rosto dessa "criança", liberta-a do medo, da dor e das lágrimas frias do desassossego.
    O mar tomou o teu corpo e as ondas, de azul profundo, lavaram um sonho morto.... Será? Ou o poeta ainda chora?
    Espreita por "entre as névoas", vê-lhes o encanto e a magia... Quem sabe no meio delas, bem lá no topo do vulcão adormecido, o sol não rasga, intenso e vibrante, a neblina? Quem sabe o que podem esconder as névoas....
    Quem me dera, poeta, que não te sentasses no meio de dores, ou que, por um passe de mágica da minha varinha de condão, elas se transformassem em manhãs de mansidão....

    Doce e misterioso, de uma nostalgia expectante lindíssima.
    Beijo de luar"

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    1. Explicado. Obrigada, Luís. Já sei onde me "encontrou". Sinta-se em casa no Lágrimas.
      Beijinho

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  5. Boa noite! Obrigado pelo seu comentário no meu blog. Também apreciei o seu poema. Um abraço!

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