domingo, 18 de setembro de 2016

folha caída



foto Luís M

teus olhos navegam em barcos de espuma
e o sal dos teus sonhos perdem-se na bruma
teus passos desenham estrelas do mar 
perdidos na areia banhada à luz do  luar.

um dia sonhaste com um porto antigo
embarcando um destino um dia vivido
mas de ti não fugiste como seria esperado
amor centilado que terias de nova chegada
seria outra partida a que o sonho levava

mas é de ti que tens medo, de sentir e  sofrer
um qualquer amor que viesses de novo a ter.

os tempos são outros e os ventos mudaram
como corações de tanto sofrerem cansaram
ficou só um rasto indelével de folha caída
que sempre teve no chão a própria vida.

( - "o poeta é um fingidor...", meu amor!)
....

mas hoje quero segredar-te um outro amor
este nosso vivido no mais puro ardor.


1 comentário:

  1. Nem sempre se volta à emoção pelo mesmo caminho onde nasce o sonho...
    Um belo poema! A folha caída a trazer-nos o outono de todos os contrastes...
    Uma boa semana.
    Um beijo, meu amigo.

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