quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

agora


Queria ser espuma e fui vento
bati as ondas, rasguei os céus
queria ser luz e fui sombra
dobrei-me sobre mim mesmo
queria ser grito e fui lamento
perdi o sentido em sofrimento
queria ser rua e fui esquina
contrariando a minha sina
queria ser mar e fui luar
sem saber por onde andar
agora
caminho num passo lento
e aos meus olhos tudo demora.



1 comentário:

  1. E o poeta pergunta: onde ficam as margens do meu canto que não consigo vê-las?
    Gostei imenso do poema. Senti-me nele.
    Um abraço.

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