quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

sombras passadas

foto: luís castanheira
quando pequeno eu olhava
os gigantes inacessíveis -
- pés de barro, sem o saber-.
via-os frios, em distâncias a perder
mas, à medida que crescia,
fui vendo-os como nunca os via
mais pequenos eles ficavam,
mais comuns eles se tornavam
e, quanto mais me aproximava
deles, menos sombra se projectava.

Assim é o Ano Velho, que acabou
e um Novo, para melhor, se iniciou!



1 comentário:

  1. As coisas nunca são o que parecem... Mudam com o tempo, com a perspectiva, com a luz, com a sombra... Gostei do poema, amigo.
    Um Ano Novo Melhor...
    Beijo.

    ResponderEliminar