terça-feira, 21 de outubro de 2014

marés vivas III

 foto: luís castanheira - artesanato
Vestido de horas incertas
nesse mar, que confundido,
os teus olhos quer beijar,
não te quer achar perdido
e a ti se pretende juntar.
Uma mão cheia de nada,
numa noite sem alvorada,
é a solidão que ora apertas.
Corpo de mágoas fendido

sob o manto da indiferença
deitas-te no colo do mar
no sonho de ele te amar.



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