sexta-feira, 3 de outubro de 2014

rua com saída

da Net



entre a catraia da calçada
rua que não leva a nada
há outra rua diferente
com outeiro de permeio
encostado ao seu seio
cruzando o mundo de gente

outeiro em verde pinheiro
era borlado em lameiro
era esse o seu mundo
mundo de sonho menino
fechado como um destino
onde o sonho crescia fundo

sem horizonte no monte
era a lua a sua fonte
quando a rua com saída
lhe despertava a sede
de rasgar qualquer rede
partir nessa rua de partida

o sonho fez-se gigante
e mesmo sem um turbante
lançou-se à descoberta
das arábias em areias
horizontes sem as teias
e a mente bem aberta

e lá partiu para nunca mais voltar...

(mas isso era só um sonho... leituras 
 da carrinha da Gulbenkian)


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