sexta-feira, 30 de maio de 2014

viagem no sofá



Lágrima cálida
caída
salgada
sentida
amor
pudor
furor
raiva e suor
ciúme
em alto cume.

Paz
quem a faz?
tu saberás?

Regaço
abraço
cansaço
beijo
o desejo
sinto e vejo.

O mar olhar
parar
ver cor
no sol a pôr
o dia
 eu queria
de harmonia
um coração
nesta canção
a melodia
que escreveria
feita à mão
como um trovão
raio de luz
na escuridão
mão
a minha, então
carícia
oh que delícia
no rosto
quase posto
hoje ao luar
a encantar
o teu sorriso
riso
a alegrar
o meu calar.
  
Poema
no teu olhar
tema
(faz-me pensar)
a gema
a cristalizar
com asas
brancas casas
em voo
a planar
pássaro
….
vem
…..
aqui, além
pousar
flor de mel
pincel
quadro a granel
tintas
(estou-me nas tintas)
fintas
não mintas
és a verdade
desta cidade
fica a saudade
daquela tarde
tempos
curtos momentos
são outros ventos
fortes e intensos
foram imensos.

Melodia
quem diria?
bela
como a vela
chama
que se clama
na escuridão
da tua mão
perdão…
do teu chão.
Oh minha musa
…e tão confusa
Inspiração
De pé p’ra mão.
  
Abrigo
doce amigo
contigo
livres de perigo
porto querido
como tens sido.
  
A travessia
sabedoria
hoje
há quem não foge
tudo é alforge
onde carrega
toda a refrega.

Peregrinação
nessa paixão
ir ao caminho
pisar carinho
passo certinho
laço
vida e espaço
lado a lado
o nosso fado.

E a flor
sob o calor
meiga de amor
beleza,  odor
que vê passar
quase a rasar
dois seres a par
beijando o ar.

Ecoam sons
dentro dos tons
e tu repetes
toque a trompetes
aos meus ouvidos
sentidos
as emoções
nestes serões
a levitar
o quanto é amar
preso ao sofá
- que bem se está!

 LM_11.fev.2014


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