sexta-feira, 30 de maio de 2014

Únicos


(…mas há todo um mar a que não poderemos escapar)

Somos todos diferentes
únicos.
Não há dois iguais
um mundo nas nossas mentes
um grão de areia entre os demais.

Neste universo ou noutros mais
há em cada estrela o próprio som
há a própria vida, o próprio dom
e em cada ser há as raízes na sua origem
desenhadas na paisagem interior e virgem
há a fusão ou não, viagem impressa
com um destino sem epílogo ou findo,
permanente,  e nele construindo
De passo em passo, o nosso fado.
Até onde?
Até onde nos levará no espaço
O fruto semeado e disperso.

Até onde irei, se donde parto não sei
Para onde viajarão os meus átomos
A carga de energia libertada,
entretanto por nós criada?
A minha alma será tudo isso…
só isto?

O espaço-tempo é todo meu
mesmo o vazio entre tu e eu
tudo é necessário, será primário
e tanto poderá ser próximo
como distante no infinito
faz parte de nós, é essência
é permanência, é o que nos liga…
… e comunica
esse vazio é o caminho.

Já ouviste a música das estrelas
no oceano do teu pequeno cosmos?
E o som das baleias num mar de canções?

LM_ 3.ago.2013_parque das nações,
Lisboa




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