sexta-feira, 30 de maio de 2014

perfume


Corações deitados em cama de palha
Sombras deslizantes nas portas com frestas e falhas
A noite pasmada, espantada, de luas prateada
E o rio cantante em sons embalados, cadenciados
Como os nossos corpos, húmidos, amantes e amados
Oh, jovem juventude onde o frio não tem entrada.

O sol já espreita os espíritos adormecidos
E sobre eles recai doces prazeres retidos
Camélias que espreitam o ar da montanha
Deixando um perfume fresco de orvalho
Espalhando pelo vale e no teu ventre, a retalho
Que olho e sinto como um todo, imenso e tamanho.

Nada nos perturba, nem os intensos pensamentos
Que leves e gostosos, são de puros elementos
Numa comunhão, rostos enfaixados na sua paixão
E o dia acordou, já se levantou o sol a sorrir
Temos de seguir, unidos no caminho, que inda há-de vir
E o nosso amor, é na tua mão, igual à flor: aguarda o verão.


LM_22.mar.2014


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