sexta-feira, 30 de maio de 2014

o homem dos pinheiros


Nas tuas mãos curtas e largas
já gastas velhas e calejadas
mas a quem a vida dera sentido
germinam sementes de um amor antigo
crescem pinheiros em jardins urbanos
nascem florestas com o passar dos anos.

A força escapa-se por entre os dedos
mas criaste um mundo isento de medos.

Vejo-te a plantar, vejo-te a podar
mas ainda a vontade de acarinhar
e vejo as rolas a procriar
em ninhos construídos para te amar.

E quando partires para outros jardins
deixas a saudade de tempos sem fins.


LM_ 23 Nov 2012




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