sexta-feira, 30 de maio de 2014

mergulho


Andar por caminhos planos
para um destino sem danos
entre a bruma da vontade
o sonho real nunca achado
e o tempo no espaço parado
são enganos desta saudade

Que me faz tanta maldade
quero montanhas na idade
quero rasgado olhar lá do alto
e à minha volta contemplar
os verdes vales em chão de mar
mergulhar solto em longo salto

Quero a quente luz ao entardecer
viajar com ela sem adormecer
rodar o destino noutro caminho
escolhido no azimute dum paraíso
onde a vida seja doce de riso
e à minha espera esteja o teu carinho.


LM_ensaio_11.mar.2014



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