domingo, 8 de junho de 2014

já "velhos"

Costas encostadas em formas perfiladas
Às paredes dos prédios pregadas
Permanecem homens de rostos fechados
Em silêncios podres de vida roubados.
São sombras esculpidas em olhares vazios
Manchas de escombros de cheias nos rios
Perdidos nas margens sem pontes presentes
Que formem o salto e não fiquem dementes.
Roubada a esperança num amanhã seguro
Enfrentam a crise em estado maduro
Ficam pendurados em bóias lançadas
Dum tempo passado e já sem futuro
Arrastam as pernas de vozes caladas
Sem revolta dum grito sobre facas afiadas.
Ei-los que sentem nos ossos cansados
Tamanhos tormentos no fim da tristeza
Podres os sentidos de forte pobreza
Caindo em frente como fuzilados
Sem ver o inimigo, de olhos vendados
Aquele que se ri na ganância do lucro
Contando a fortuna à custo do justo.

LM_Abr.2013


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