domingo, 8 de junho de 2014

fim de praia

Era uma tarde de fim de praia e maresia
principio duma Angola quase liberta
e a independência dada como certa
onde a alegria nos rostos crescia
esperança que então renascia

País feliz de regresso à sua raiz

raças cruzadas que a história quis
vivências de alguma harmonia.
E a jovem de cor, linda como a flor
que lhe deu sabor, disse-me com ardor
que bonito eu era e gostava de ter
um filho comigo mesmo a valer.

E eu branco no olhar que sobre mim desceu

sem pestanejar, sorri para dentro
e... por um momento senti-me encantado
feliz nesse fado e não disse nada.

Tudo se perdeu… 

LM_2.jun.2013




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