sexta-feira, 30 de maio de 2014

É por tudo…




É a reforma 
Noutra forma 
Que não soma. 
É o subsídio 
Que se caça 
Que desgraça. 

É o desemprego 
A crescer 
A doer. 

É a retoma 
Que não torna 
Água morna. 

É o roubo 
Por esticão 
Qualquer mão. 

É a fome 
Que já grassa 
Que desgraça. 

É o tempo 
Feito gelo 
Eu a vê-lo. 

É a morte 
Feita sorte 
Nesse corte. 

É pirarem-se 
Quanto antes 
Os amantes. 


É ficar 
Cá na selva 
Só a erva. 

É estampada 
A tristeza 
Nesta mesa. 

É o corte 
Do cabelo 
Como selo. 

É o banqueiro 
A chorar 
Para roubar. 

É o ter 
E o não ter 
Com que ler. 

É a soma 
Dos mais ricos 
Noutros picos. 

É crescer 
Nos mais pobres 
Poucos cobres. 

É o nim 

Cá por mim 
A comer. 

É a desaparecer 
O orçamento 
Sem se ver. 

É o sistema 
Representado 
Tão falhado. 

…até ver! 

LM_17.jan.2014



  


Sem comentários:

Enviar um comentário