domingo, 8 de junho de 2014

despeito


Ah, se tu soubesses, Flora
O quanto o meu coração padece
O quanto a minha vida esmorece
Tu não te tinhas ido embora
Tu tinhas ficado presente
Tinhas dito a toda a gente
Que o amor da tua vida
Era eu, minha querida.


Embora estivesse ausente
Eras tu sempre lembrada
Eras a mais do que tudo sonhada
Em cada beijo, adorada
Em cada azeda palavra trocada
Uma compreensão elevada.

Mas foste para bem longe
Para onde te não posso ver
Agora que te não posso ter
Sei o quanto é, e se pode sofrer.


Vivo aqui como um monge
Rezando até mais não poder
Para que tu voltes a ser
Minha e em mim hás-de caber.


- E se, mesmo assim, não quiseres vir
Vai p’ra puta que te há-de parir!

LM_09.jul.2013



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