sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desencontros platónicos


Passei hoje pela rua
e a varanda estava nua
não estavas tu debruçada
nem a sombra que é tua
nem sequer havia lua
só os vasos na calçada

O sol hoje escaldava
os corpos que amava
só o meu ficou gelado
porque tu lá não estavas
e fiquei a contar favas
no passeio empedrado

E o sol desapareceu
no coração que morreu
ao ver que não chegava
o amor que era só meu
à varanda, o corpo teu

(pelo menos assim pensava).

Muito triste fui para casa
a pensar num golpe de asa
na forma de te voltar a ver
alimentar a forte chama
que o coração me reclama
e o sonho poder crescer.

Mas foi um padecer…
a noite foi um tormento
contigo no pensamento
e a imagem do teu ser.

Ao outro dia passei
pela rua onde moravas
á tua porta toquei
mas para mim não estavas.

A paixão tem destas coisas
Julga-mo-nos encantadores
A sós numa rua sem amores.


LM_18.fev.2014




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