domingo, 8 de junho de 2014

dêem-me rosas

foto: luís m castanheira

Dêem-me rosas, dêem-me prosas
Dêem-me sorrisos, dêem-me sisos
Dêem-me olhares, dêem-me mares
Até me podem dar beijos ou desejos
Dêem-me tudo o que quiserem (…)
Mesmo aquilo que já não querem
Só não me dêem penas, não me criem cenas
Não olhem parar mim com desdém
Não façam de mim ventrículo do além
Não sou uma alma penada, não sou quase nada
Sou uma pessoa aqui no meio do nada, parada
Á espera… de quem desespera…
Sou simplesmente o ar da montanha
Aquele que sopra com dor tamanha
Por cima da esperança, os lábios cerra
Morde a terra e rasga a serra no olhar
Para não gritar, e tudo em mim matar.

LM_4.jul.3013




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