sexta-feira, 30 de maio de 2014

crise


Os meus pequenos passos
Percorrem o caminho de cansaços
No dia-a-dia estendo os braços
No horizonte sempre distante
E nunca alcançado
E os meus olhos seguem em frente
Perseguindo uma visão. Em vão
Perdidos na bruma da minha alma.
Queria ver-te à minha frente
Estender-te os braços. Apertar-te
Contra o meu peito, ora rasgado
De sofrimento.
E respirar o teu ar, quente e saboroso
Que exalas do teu coração.
Como eu te vejo numa contra-luz de desejo…
Como eu estaria nesse encontro neste dia…
O sol aquece mas todo o meu ser arrefece
Tudo é ilusão
E a vida fica presa à minha paixão
De te ver bem, mesmo olhando além
No firmamento de quem não está bem.

O que é que te falta, meu amor
Para sentires a vida num doce calor?

Amo-te tanto e choro este tão intenso desencanto
De estar aqui tão perto de ti e tão longe desse manto.
Nada nos tapa. Estamos num descampado
Por ventos fustigado
E o frio invade os nossos corações
Em mais um dia de estio…

Não posso mais… as minhas comoções
Persistem e as lágrimas estrangulam-me!


LM_04-abr-2013 – 12.ooh

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