domingo, 8 de junho de 2014

doença

Cercado no olhar o espaço diminuto do estar
Espaço contemplado em vazio quebrado
Sombras diluídas confusas e esquivas
Bailarinas duma ópera imaginária, escrita no ar
É o sol penetrante vindo para jantar
Cedo aqui chegado sem convite e convivas.
Mas ainda bem que entrou…
Pelas persianas meio corridas da janela imperfeita
Nas suas ranhuras simétricas em que a luz fura
Lembrando que é dia e eu cá estou
Sozinho comigo em noite por dentro dessa maleita
Que é pensar só nos efeitos da cura.
E qual é a doença aflitiva e rasteira presente?
É saber que outro dia à noite acresce
E a esperança morre cedo dentro da mente
Não deixando espaço no amanhã da prece. 

LM_30.jul.2013


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