sexta-feira, 30 de maio de 2014

avª.Berna



Na mesma rua
toda avenida
minha e tua
a mesma vida.

Um só café
e dois cinemas
ali ao pé
tardes amenas.

Apolo setenta
oh que saudades
anos setenta
sonho e vaidades.

Águas furtadas
num quarto andar
tardes amadas
quase a casar.

Corpos estendidos
música louca
adormecidos
credo na boca.

Já se faz tarde
para trabalhar
à que acordar
para jantar.


A mãe está a chegar
para o jantar alinhavar
e não se faz esperar.

Só nos separava
os Restauradores
onde o trabalhava
por desamores.

E nessas noites
vinha a correr
palavras quentes
a não perder.

Campo pequeno
estação do metro
estando tão perto
já longe era …


E tão sereno

era tão lindo
e tão ameno.

Entre as esquinas
já madrugada
as linhas finas 
duma chamada.

Dois corações 
um só destino
palpitações
amor peregrino.

Doce ternura
e emoções
tanta frescura
e ilusões.

Sonhos criados
só entre os dois
ficam chegados
até depois.

O nosso mundo
era só nosso
criava fundo
caule mais grosso.

Hoje perduram
tais sensações
os tempos curam
desilusões.

E olhando o céu 
que há em Lisboa
varre-se o véu
que o tempo côa.
…. 

LM_20.nov.2013



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