sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ali-bá-bá

Perde-se o sonho e a beleza
Perde-se a esperança na certeza
Perde-se a alma e a chama
Perde-se o sono e a cama
Fica o medo e o degredo
O vegetar num amanhã cedo.

Murcham as rosas e os cravos
Fazem de nós estúpidos ou parvos
A primavera é em Dezembro
(eu só nasci em Setembro)
Mas Abril foi nos anos mil
E o rebanho voltou ao redil.

Arre os parta, bastaram só quarenta
Os anos de falsos sermões
E a poeira destes tempos não assenta.


LM_22.jan.2014


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